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domingo, 5 de agosto de 2012

Não foi acidente

No dia 17/09/2011, Miriam Baltresca, 58 anos e Bruna Baltresca, 28, vão ao Shopping Villa-Lobos, em São Paulo. Passeiam, fazem compras e vão ao cinema. Ao retornarem para o estacionamento, caminham tranquilamente pela calçada. Espantam-se ao ouvirem uma derrapagem, uma forte luz ofusca suas vistas. Algo está errado..
Nesse meio tempo, Rafael Baltresca, 32, vai a uma peça de teatro com sua namorada. Ao retornar para casa, por volta das 2h00, recebe um telefonema da 14ᵃ delegacia de polícia de São Paulo, pedindo para que comparecesse a delegacia, sua mãe e irmã haviam sofrido um grave acidente. Miriam morreu na hora, Bruna foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Marcos Alexandre Martins, 33, dirigia a aproximadamente 140 km/h, quando embriagado, atingiu violentamente a família de Rafael. Apresentando sinais de embriaguez, Marcos se negou a fazer o teste do bafômetro. Apesar de ter sido levado preso por homicídio doloso, quando há intenção de matar, hoje ele se encontra em liberdade.

Em decorrência desse trágico acidente, Rafael Baltresca iniciou um projeto, o Não foi acidente, que tem como principal objetivo a obrigação de realizar o teste do bafômetro ao ser solicitado e leis mais rigorosas a motoristas que dirigem bêbados. Para que o projeto de Rafael chegue ao Congresso Nacional como petição pública, é preciso de 1.300.000 assinaturas. No momento, 560.000 pessoas aderiram ao movimento.

Miriam Baltresca e  Bruna Baltresca

Apesar da frase ''Se beber não dirija'' ser um clichê, na prática muitos não levam a sério. A conscientização de diversos motoristas está errada. Muitos alegam que estão aptos a dirigir, mesmo embriagados. Outros argumentam que ''a justiça não irá fazer nada''. Aqui no Japão a lei em relação a esse assunto é rigorosa e eficaz. As penas variam de 5, 10 ou até 15 anos de prisão dependendo da gravidade de um acidente por embriaguez. A lei japonesa puni até mesmo os passageiros, independente de possuírem carteira de habilitação ou não, quando o carona permiti que o motorista dirija embriagado. Donos de bares são outros que podem ser responsabilizados se oferecerem bebidas alcoólicas para alguém que vá dirigir, por esse motivo, praticamente todos os bares no Japão oferece um serviço de táxi para o consumidor, levando até mesmo o veículo do proprietário em sua residência.


Se você leu este post até aqui, tenho certeza que você pode ceder mais 5 minutos de seu tempo e ajudar assinando essa petição. Não basta querer, é preciso agir. Desejamos um país mais digno e seguro, para isso precisamos nos mobilizar e fazer a diferença. Não espere algum familiar ser vítima de mais uma irresponsabilidade no trânsito.
Atenção galera, não estamos falando em parar de beber nossa gelada aos finais de semana com os amigos, apenas lembre-se que beber e DIRIGIR é crime.
Aqui em casa já assinamos a petição, contamos com sua colaboração.


''Perdi meu pai há 7 anos, e há 3 dias perdi minha mãe e minha irmã, minha família foi destruída, foi desmoronada, mas com um propósito, me ajudem a fazer a justiça nesse caso, para que seja um caso de exemplo pro Brasil e pro mundo.''
Rafael Baltresca em entrevista na Ana Maria Braga 20/07/2011

Link para assinar a petição: http://naofoiacidente.org/site/assine/

Pra quem acompanha o CQC, esse foi o assunto do primeiro Proteste já desse ano. Rafael explica o projeto:

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Monte Fuji

E ai pessoal! Chegou o verão na terrinha do sol nascente.
Com isso, se você tem espírito aventureiro, pode estar pensando em subir o famoso Monte Fuji neste ano. A montanha pode ser escalada no período entre 1 de julho até final de agosto.
Tive o prazer (sim, eu curti muito) de subir o Fujão por 2 vezes, em 2008 e 2011. Assim, deixo aqui algumas dicas para você que pretende subir pela primeira vez!

Primeira subida
Em 2008 subi o Fuji com a galera da EBH (Escola Brasileira de Hamamatsu).
A primeira vez foi mais complicado, não sabia bem o que me esperava.
Assim que chegamos pegamos um taxi que nos levou até a quinta estação, onde começamos a subir. O taxista gentilmente nos forneceu os cajados de madeira para facilitar a escalada. E hoje, posso afirmar com toda certeza: O cajado faz a diferença!! Por isso, se você não tiver a mesma sorte, aconselho a comprar o bastão.

Pink, Karen, Eu, Yuki, Thais e Vina
Se Agasalhe
Assim que começamos a avançar montanha acima reparamos a grande mudança de temperatura, nosso amigo Yuki não tinha levado blusa suficiente, emprestei-lhe uma que levava na bolsa. Quando chegamos na sétima estação me informaram a temperatura do topo nesse dia, -13˚C!!

Leve comida
Por alguma razão, que agora não me recordo, tive a brilhante idéia de levar barra de cereal para comer caso sentisse fome. O fato é que subir os 3.776 metros dá muita fome. Encontramos algo para comer apenas na nona estação, foi onde comi o melhor macarrão instantâneo da minha vida (e o mais caro). Lembre-se também de levar água para se hidratar.

Saiba seu limite
Infelizmente de nós 6 apenas 3 chegaram ao topo. A Karen, Yuki e Thais ficaram na oitava estação, onde há um lugar para pousar. Nada de luxo, apenas um futon e um cobertor. Mas quando se esta na oitava estação a beira de seu limite, a pousada ganha 5 estrelinhas. É claro que essa mordomia tem seu preço, salgados ¥5.000 ienes; leve dinheiro.


Remédio
O frio que fazia no topo, somado ao vento e ao cansaço fez com que minha cabeça simplesmente parecesse que iria explodir! Lembre-se de levar um bom remédio para dores de cabeça e muscular.


A recompensa
A poucos metros do topo, ainda de noite, deitamos (Eu, Pink e Vina) exaustos sobre as pedras da montanha e contemplamos o céu estrelado. Jamais tinha visto e jamais vi novamente um céu com milhares de estrelas como naquele dia. Outro ponto interessante foram as inúmeras estrelas cadentes que pudemos ver, algo realmente inesquecível.
E por último, o deslumbrante nascer do sol.












Segunda Subida
Em 2011 fui mais preparado, dessa vez com a galera TTCN (Toyota Technical College Nagoya).
Com comida de verdade na mochila, roupa de snow para encarar o frio, um bom remédio e cajado comprado, começamos a subir o dragão. Mas...

Leve.. Tênis!!
A Karen resolveu ir de chinelo até chegarmos ao Monte Fuji, quando chegamos no estacionamento e nos preparávamos para subir, cadê o tênis?! Ele simplesmente havia ficado em casa!

Proteja-se da chuva
Para tornar as coisas mais difíceis, começou a chover a partir da sexta estação, bem no começo. Levamos capa de chuva, mas a capa da Karen era uma permeável [...]!!
Com tênis gigante (emprestado) e roupa molhada, a guerreira seguiu morro acima.

Cris, Leila, Marcinho, Nelson, Eu, Karen, Priscila e Ricardo
Minutos antes da chuva
O2
Algumas pessoas sentem grande falta de Oxigênio devido ao ar rarefeito, leve garrafinhas de O2 para te dar um Up. Suba devagar e descanse por alguns minutos em cada estação para que seu corpo acostume com a nova altitude.

Seja forte
Alguns de nós passaram mal devido ao frio, pressão, cansaço e vento. Cada pessoa irá reagir de forma diferente, é importante dar suporte aos companheiros. Seja forte! Aqui está o desafio: Saber seu limite e se possível superá-los.

Sem pressa
Começamos a subir por volta das 20:00, infelizmente não conseguimos ver o nascer do sol, que aconteceu por volta das 4:00. Por mais estranho que pareça enfrentamos congestionamento de pessoas no último trecho da trilha, que nos fez atrasar por mais de meia hora. Alguém tinha se acidentado e foi preciso chamar o resgate. Suba com cautela e sem pressa.

Companhia
Dessa vez dos 8, apenas nosso amigo Nelson não chegou ao topo.
Jamais suba sozinho, a companhia de alguém é fundamental para sua segurança, além disso, cada momento se tornará mais inesquecível se você estiver com pessoas queridas.



TTCN na boca do Fujão

Apesar dos imprevistos, olha ela aí, no topo!

Não empurra ok?!
A experiência é inesquecível. Uma aventura que desafia seu limite. Se você mora no Japão, é uma ótima oportunidade para quebrar a vida rotineira e viver momentos ricos em aprendizagem e emoções.

Aproveitamos a escalada para fazer a experiência de um componente que equipava alguns carros carburados, explico com detalhes qual é o componente, sua função e o resultado no próximo post.

Reza a lenda que para ter sorte é preciso ter escalado o Monte Fuji em número ímpar. Alguém aí topa?!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que é Amar?

Resposta ao post da Karen [link]

Em nove anos aprendi que:

Amar é chorar de desespero, porque seu pré-pago ficou sem créditos e você não consegue falar com ele.
Amar é estar disposto(a) a se mudar para onde for preciso, para ficar sempre ao lado dela(e).
Amar é você esperar ansioso pelo final de semana para passear com ela.
Amar é ter aquela paciência nos dias de mau humor dele.
Amar é você sempre dar flores a ela.
Amar é você pegar a chave do seu primeiro apartamento e ela adormecer no chão da cozinha com você, pois ele ainda está completamente vazio.
Amar é você acabar se machucando, porque estava distraída pensando nele.
Amar é fazer as bochechas dela doerem de tanto rir.
Amar é você fazer chapinha no cabelo dela.
Amar é estar sempre disposto a dirigir, pois você sabe que apesar dela ter carta, ela gosta mesmo é de ficar no banco do carona.
Amar é quando a opinião dele(a) é muito importante.
Amar é não dizer tchau, e sim ''até jajá''.
Amar é querer estar bem vestida para ele.
Amar é traçar objetivos e segui-los juntos.
Amar é quando você olha para trás e nota o quanto você cresceu graças ao seu parceiro(a).
Amar é ela acordar mais cedo em um dia corrido da semana, fazer o café da manhã, levar até a cama em uma bandeja toda enfeitada e quando ele acordar dizer: Feliz Aniversário amor!
Amar é ele comer esse café da manhã quase chorando de tão emocionado com o gesto de carinho.
Amar é não gostar de cozinhar, mas fazer a esfirra que ele tanto gosta.
Amar é avistar um casal de velhinhos e ver o futuro ao lado dele(a).
Amar é fazer a vida dele fazer sentido.
Amar é cuidar, ter paciência, respeitar, dar carinho, se preocupar e valorizar.
E o mais importante: Amar é você sempre demonstrar o quanto ama seu parceiro(a).

AMAR é sentir o que sinto por você minha Morena!
Obrigado por cada segundo desses 9 anos ao meu lado. Te amo!




domingo, 15 de abril de 2012

Infância fotografada

Instagram

Domingo passado me cadastrei no aplicativo Instagram. Ele é gratuito, de fácil utilização, possui filtros e efeitos para personalizar as fotos e é integrado a diversas redes sociais, como facebook e twitter. Recomendo a você que gosta de ver e tirar fotos. Dois dias após me embarcar nessa onda, na terça-feira, o Facebook anunciou a compra do Instagram. Se o aplicativo ficará melhor ou pior que o atual, só esperando para saber. Prefiro ser otimista e esperar que o aplicativo fique mais atraente ainda, dando força a esse belo mundo de fotografias. Por falar em fotografias..


Infância fotografada

Você tem muitas fotos de sua infância?!
Bem, eu não. Dois fatores explicam a razão.

1˚ Fator
Durante minha infância meus pais passavam por uma situação financeira nada boa, isso significa que não tínhamos uma câmera fotográfica, por essa razão, não pudemos registrar muitos momentos em nossa família.

2˚ Fator
Eu ODIAVA ser fotografado! Minha mãe diz que era extremamente difícil conseguir tirar uma foto minha.

Resumindo, minha equação fica assim:
Condições não favoráveis + Ódio por câmeras = Infância mal registrada

O dia que fui enganado

O nível de dificuldade para me fotografar era tamanho que visualize o que aprontaram comigo:

Em um final de semana comemorávamos o aniversário de minha avó. Minha família e toda japonesada, os parentes, estavam na chácara de meu tio. Eu devia ter 5 ou 6 anos de idade. De tarde, minha tia me chamou para ver um papagaio que ficava na chácara (o plano já estava todo armado). Eu inocentemente fui conferir. Quando estávamos olhando o tal pássaro minha tia repentinamente disse apontando com o braço:
- Olha lá!!

Quando estava me virando... [Clack!]
[...] Congelaram esse momento em papel e tinta!
Fiquei tão furioso por ter sido enganado que me lembro desse dia como se fosse ontem. A foto?!! Deixo ela no final do post para você rir mais!

Mile dias

Tenho saudades de minha infância. Saudade da pelada na calçada com meus pequenos amigos, das travessuras, das preocupações tão banais e da inocência.
Se pudesse voltaria ao passado para reviver bons momentos. Entretanto, não mudaria absolutamente nada do que fiz ou deixei de fazer. Acredito que todos os acontecimentos de minha vida levaram a me tornar na pessoa que sou hoje, na qual modestamente, tenho muito orgulho. Deixo bem claro que não me acho melhor que ninguém, longe disso! Mas, me orgulho de poder acordar todos os dias com a consciência limpa e sem arrependimentos.
Aliás, me arrependo apenas de uma coisa, um erro que cometi, e que me incomoda muito. Gostaria de voltar ao passado e me corrigir, bastaria apenas 30 segundos.
Aconteceu em 2008, quando estava no Brasil..
Mas..
Isso fica pra algum outro post, certo?!

Deixo então a foto do tal dia. Ria da minha vida.


A causa foi nobre, caso contrário, nem mesmo essa foto eu teria

Essa foi tirada pela escola que estudava, tinha 7 anos 

Abraço a todos que acompanham o blog.
Até o próximo post.

domingo, 11 de março de 2012

3月11日

11 de março de 2011, Aichi-ken Kiyosu-shi
Era um dia nublado de sexta-feira, estava na sala de aula do curso da Toyota em uma aula prática de elétrica, fazia dupla com Cristiano Trevisan. As 14:46 sinto uma tontura. Não me recordo quem, gritaram: Terremoto!!! Os próximos 10 segundos foram os mais tensos de toda minha vida. Nossa sala ficava no quarto andar de um dos prédios da escola, o edifício balançava muito.
A Karen me ligou, trabalhava na Sony, disse que apesar de assustada estava bem.

O terremoto assustou todos nós, alguns alunos começaram a ir embora temendo um segundo tremor. Passado o susto, continuei na escola. Após a aula fui com mais quatro amigos a uma loja de ferramentas, durante o caminho um deles ligou a TV pelo celular, só então soubemos a intensidade real do terremoto. A primeira imagem que vi foi de dezenas de carros sendo arrastados com a onda do tsunami em Sendai.
Fiquei muito preocupado, naquele momento pensei em dar meia volta e ir pra casa. Mas estava de carona e chegando a tal loja..
Durante esse tempo a Karen saiu do serviço, quando chegou em casa ligou a TV e viu também a imensa destruição, ela me mandava mensagens, pedindo pra ficar longe do mar e passava informações como: ''Já são 9 mortos e 30 desaparecidos!!'', ''Já são 45 mortos e 100 desaparecidos..''

Cada minuto que passava queria mais ir embora, voltar para casa. Estava arrependido de ter saído após a aula. Preocupei-me muito com meus pais, que estavam no Brasil e que com certeza logo receberiam as primeiras notícias pelos jornais. Decidi ligar pra eles assim que chegasse em casa. Não deu tempo.
Quando me deixaram na escola novamente para pegar minha bicicleta e pedalar até em casa, meu pai me ligou, eram por volta das 19:00.
''Fernando, está tudo bem ai? Liguei o rádio agora de manhã e só se fala do terremoto'' dizia meu pai, disse que estava tudo bem e que não havia com o que se preocupar.

Os próximos dias foram de muita tensão, o alarme da escola da Toyota tocava quase todos os dias com os pequenos abalos que insistiam em vir, descíamos desesperados as escadas dos quatro andares.
Muitos produtos começaram a ficar em falta nos mercados e farmácias. As pessoas, assustadas, compravam água em grande quantidade, acabando assim com o estoque dos estabelecimentos. Produtos que eram trazidos da região de Tohoku começaram a deixar de serem entregues aos mercados, devido a radioatividade que vazou da usina nuclear de Fukushima.

Durante uma semana nenhum canal de televisão passou alguma programação a não ser sobre o terremoto. Todas as emissoras transmitiam notícias sobre a região atingida, mostrando informações de desaparecidos, áreas de refúgios, contatos para arrecadação de fundos às vítimas, etc..

O Terremoto foi de magnitude 9 com epicentro no Oceano Pacífico a 130 km da península do Japão. O sismo provocou ondas de tsunami de10 metros de altura, atingindo e destruindo boa parte da província de Miyagi. Foram aproximadamente 15.000 mortos  e cerca de 3.000 pessoas desaparecidas.

A disciplina e organização da cultura japonesa mostraram-se mais uma vez ser eficaz. Em pouco tempo após o terremoto podíamos ver a remoção dos entulhos e os reparos das construções sendo executado, algo que certamente demoraria muito tempo em qualquer outro país.


















Esta é a imagem que mais surpreende, em apenas seis dias a rodovia estava restaurada

Algo que pude perceber durante o desastre é que o Japão nunca esteve sozinho. Todos os países, independente de cultura, religião ou nacionalidade, estiveram presentes apoiando essa difícil fase do Japão.

Que as feridas deixadas por esse dia sejam cicatrizadas, e que aqueles que nos deixaram nunca sejam esquecidos.

Outras imagens




Equipe Britânica ajuda no resgate das vítimas
Após tragédia, cachorro protege amigo ferido e emociona Japão
Palhaço brasileiro diverte crianças nos abrigos de miyagi

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Viagem relâmpago: Kyoto

Karen: Vamos pra Kyoto?!
Eu: Huum, que tal sábado que vem?
Karen: Vamos!! na sexta passamos na livraria pra comprar um guia de turismo de Kyoto!
Eu: Combinado!

E assim começava os preparativos pra viagem relâmpago a Kyoto.
Como combinado, na sexta fomos a livraria procurar o guia de turismo. Havia de vários lugares, como Tókyo, Yokohama, Okinawa, entre outros. Encontramos vários de Kyoto de diferentes editoras, escolhemos aquele que parecia ser mais fácil de se encontrar, com mapas e imagens dos pontos turísticos.
Ainda na sexta fomos a uma loja de usados, o objetivo? Comprar um tripé pra nossa câmera.

No dia 26/11/2011, sábado, pegamos então a estrada e fomos ao nosso passeio.
Siga nosso itinerário:

7:00 Pé na estrada
Com tanque cheio e pneus calibrados, embarcamos no Jazz e subimos na expresso Meishin pela Ichinomiya Interchange.

9:00 京都 (Kyoto)
Chegando em Kyoto enfrentamos o primeiro trânsito do dia. Após uma hora..

10:00 清水寺 (Kyomizu-dera)
Ao chegar nas redondezas do templo Kyomizu-dera reparamos que não havia muitos estacionamentos, e os que encontrávamos já estavam ocupados. Enfim, encontramos um estacionamento vago próximo ao parque Maruyama. Após conhecer o parque e o templo Chion-in caminhamos cerca de 30 minutos até o templo Kyomizu-dera. Durante o percurso passamos por diversas lojinhas tradicionais de Kyoto. O templo foi construído todo de madeira ao lado de uma encosta. A vista do templo é impressionante.
Aglomeração nas estreitas
ruas de Kyoto
Além das lojas,
artistas de rua














Kyomizu-dera
Kyomizu-dera













Andamos muito aos redores do templo Kyomizu-dera. Voltamos ao estacionamento um pouco antes das 14:00. Fiquei espantado com o valor a ser pago, ¥3.300 ienes!! Pagamos, eu em estado de choque, e fomos ao famoso..

15:00 金閣寺 (Kinkaku-ji)
Conhecer o famoso Templo do Pavilhão Dourado, esse é o principal destino de todos que vão a Kyoto, e claro, o nosso também. O templo foi construído em 1397, passando por restaurações até chegar ao atual templo revestido de folhas de ouro puro. 

Kinkaku-ji
Templo do Pavilhão Dourado













金閣寺
17:00  嵐山 (Arashiyama)
Exaustos de tanto andar, ainda assim, decidimos conhecer antes de irmos embora, os arredores do lago Arashiyama. Não sabíamos, mas nos aguardava o segundo trânsito do dia, demoramos uma hora para conseguir encontrar um estacionamento que custasse menos de ¥3.000 ienes. 
Visitamos muitas lojas de souvenirs da região, barracas de comidas, a estação de trem de Arashiyama e a ponte do lago. Não levamos câmera, já era noite e o cansaço ajudou na decisão de deixarmos a câmera no carro. Deixo duas fotos do local que encontrei na internet.

Lojas de Arashiyama
Ponte do lago












20:00 Pra casa
A esta altura já não aguentávamos ficar em pé. Queríamos chegar logo em casa, mas, nos deparamos com o terceiro trânsito do dia, sair de Kyoto foi tão difícil quanto entrar na cidade. Chegamos em casa as 23:30!! Mas valeu a pena cada minuto do passeio.

Um pouco sobre Kyoto
Kyoto é a antiga capital do Japão. Durante a Segunda Guerra Mundial Kyoto e seus 1.600 templos, palácios, jardins e edifícios foram poupados dos bombardeios tornando uma das cidades mais bem preservada de todo o Japão. De fato, ao conhecer a cidade, passamos por inúmeros templos. Apesar da alta tecnologia japonesa estar presente em todos os lugares, os templos sagrados são mantidos intactos, gerando um contraste visual que nunca tinha visto.
Dos três grandes lugares que visitamos dois são Patrimônios da Humanidade; Kyomizu-dera e Kinkaku-ji.

Outras fotos
Souvenirs no parque Maruyama 
Parque



templo Chion-in

Pão de curry quentinho











Lendárias gueixas

Olha o tripé ai










Kyomizu-dera
Portão budista Sanmon














Guia turístico, ingressos de Kyomizu-dera e Kinkaku-ji
O tripé foi sucesso, possibilitando fotos como essa

A viagem foi curta e rápida, mas intensa e proveitosa!
Nada como um dia ensolarado, um lindo lugar e uma ótima companhia, para renovarmos nossas energias.
Um abraço a todos.